Caso no Pico Paraná expõe riscos e falhas de fiscalização no turismo de aventura
Desaparecimento em trilha revela um setor que cresce sem regulação clara. Especialista cobra legislação para atividades de alto risco no turismo.
Publicado originalmente em Viver Balneário Camboriú. Ler no veículo original.
O desaparecimento de um jovem em trilha no Pico Paraná evidenciou fragilidades do turismo de aventura no Brasil. O segmento tem peso relevante na preferência dos viajantes, sobretudo entre os mais jovens, mas cresce sem regulação clara nem fiscalização efetiva. Na alta temporada, aumentam riscos como a contratação de guias não certificados, a ausência de planos de emergência e a subestimação das condições climáticas.
O ponto central do debate é a inexistência de legislação federal específica para atividades de alto risco, o que transfere ao turista um perigo que deveria ser objeto de prevenção e fiscalização. Sem regras, o crescimento do setor convive com a possibilidade de novos acidentes.
Marco Antonio Araujo Junior, advogado especialista em Direito do Turismo e do Consumidor e presidente da comissão do tema no Conselho Federal da OAB, afirma que o Brasil vende a aventura como produto turístico, mas ainda trata o risco como problema individual.
A repercussão do tema também foi registrada em Mercado & Eventos.
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